A professorinha
A professorinha parece até que nasceu pra coisa.
Mal saiu das fraldas já tava querendo exercer a profissão...pobrezinha da prima...

Adora ler e estudar, porque a família sempre valorizou muito o estudo.
O pai vivia comprando livros e motivando os filhos a usá-los.
Por isso a professorinha AMA livrarias e bibliotecas.
Ela sabe que pode ajudar a construir ou destruir o mundo de uma criança com um simples olhar ou uma única palavra. Assim como também sabe, que pode “abrir” um leque de oportunidades, ajudando o aluno a ver tudo que ele é capaz de construir.
Ela já teve muitas vivências...
Teve uma trágica perda de um aluno com leucemia, que gerou debates na sala por muito tempo.
Ela já teve um aluno que compreendeu através de um reforço negativo que sempre que aprontasse teria a atenção dela só pra ele. Mas os relatos disso à mãe do menino, sem que a profe percebesse,
foram motivo de espancamentos, ocasionando inclusive um caso de polícia.
Ela já teve alunos que a emocionaram, trasferindo a ela o amor que não recebiam dos pais que os abandonaram em lares para menores. E mais ainda por ajudarem a provar pra sociedade,
que não eram marginais, eram crianças marginalizadas precisando de
alguém que as ajudasse a ver do que elas eram capazes.
Ela já teve boas vivências, más vivências. Ela já errou muito, já acertou muito.
Mas o mais importante, ela não desistiu. Ela acredita. Ela sonha. Ela é uma idealista.
E ela quer aprender sempre! Ela quer estudar sempre! E ela se orgulha de ser profe,
porque nada no mundo é mais significativo do que ver uma criança ascender no conhecimento.
Alfabetizar é uma ato do qual ela sempre fugiu, e algo que ela nunca mais quer deixar de fazer,
porque ela não teve na vida tantas emoções como ver um aluno escrever KS (casa) pela primeira vez e logo escrever KSA e ir além, além, além. Emocões profissionais maiores que esta, com certeza não.
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